Introdução: Esse texto será feito partindo da análise do quarto, expandindo gradualmente até uma pequena visão da cidade de Belo Horizonte. Essa análise terá como foco a minha visão + os estudos feitos com o livro "Lições de Arquitetura" de Herman Hertzberger.
O Quarto: Ambos os quartos no local onde moro são relativamente "pequenos", isso depende de cada um, pessoalmente falando o espaço do quarto e bom. Sendo compacto, permite que as pessoas possam organizá-lo da forma que quiser (trazendo a personalidade da pessoa para o cômodo), ao mesmo tempo que pode limitar algumas coisas por ser um lugar fixo, feito de forma a ser usado para alguns poucos objetivos. Ademais um fator importante a se notar é a janela (mais para frente será melhor explicado) que faz com que o aposento careça um pouco em privacidade.
O meu quarto tem basicamente o básico que se pode esperar desse cômodo, mas eu tenho espaço para incluir objetos e mobília para trazer mais particularidade.
O Apartamento: Talvez já tivesse meio na cara que eu moro em um apartamento kk, novamente trazendo a questão do tamanho do espaço, ele segue a mesma linha do quarto, compacto, depende das opiniões de cada pessoa e também de novo, eu acho bom. Antes de passar cômodo por cômodo acho importante falar dele no geral, os apartamento desse condomínio foram pensados de forma padrão, então todos são iguais em estrutura, além de que cada área foi feita com um objetivo obvio, resumidamente a flexibilidade do apartamento fica basicamente na forma que cada morador acha para arrumar uma casa naqueles espaços.
O maior cômodo da casa, que fica logo na porta de entrada, e a sala que é a parte central do apartamento e traz ligações para todos os outros locais. A cozinha + lavanderia é o único espaço que tem entrada diretamente na sala e tem a 2° área do apartamento, além de ter mais janelas, mas menores. Os quartos são um de frente para o outro, basicamente iguais, só mudando o local das janelas e interruptor e tomadas. O menor cômodo e o banheiro que não tem muito o que comentar.
O Prédio e Condomínio: Os prédios são todos feitos da mesma forma, estrutura, cor, tamanho, mesmo numero de apartamentos (18 por prédio), sem corredores, com só um espacinho de entrada em cada apartamento que permite que os moradores coloquem tapete, um vaso, dependendo de qual apartamento a pessoa morar, ela fica também com um espaço abaixo da janela da escada que pode ser colocado outro vaso e etc, isso se repete com quem mora no 1° andar, a pessoa pode usar o espaço na frente da porta do prédio para colocar alguns vasos. Os condomínios possuem 4 prédios cada, garagem no pátio central e uma pequena área de lazer, com churrasqueira e alguns brinquedos, além de um jardim na frente e lado dos prédios, o condomínio e cercado e murado, com um portão pequeno para as pessoas e um grande para carros.
Finalmente e a hora de citar as janelas, os prédios são como duas torres uma do lado da outra com o centro sendo menor e cada um fica de frente para outro. O que ocorre é, as janelas da sala ficam de frente para a janela da sala do apartamento do outro lado, então a privacidade fica muito comprometida, as cortinas tem que ficar mais fechada por causa disso, então a iluminação do apartamento e prejudicada. O mesmo ocorre com os quartos, as janelas são de frente para as janelas dos quartos dos outros prédios e quem esta embaixo tem que ficar com a cortina mais fechada.
A Rua e a Vizinhança: A rua (Rua Zircônio, Camargos) é majoritariamente residencial, tem poucas construções que são comerciais ou lazer e outros assuntos. Mesmo assim, o contato entre vizinhos não é tão intenso, nem mesmo dentro dos condomínios isso e tão visível, a garagem serve com uma barreira invisível entre os prédios basicamente, mas entre vizinhos do mesmo prédio á o contato, mesmo que nem sempre seja de forma "proposital". É possível ouvir barulhos, conversas, ate mesmo a televisão em alguns momentos dos outros apartamentos, mas isso não atrapalha a convivência e o contato entre os vizinhos pode ser feito pelo próprio interfone em cada apartamento.
A rua apesar de residencial, não serve como um local de encontro, brincadeira nem nada do tipo, por passar carros, motos, ônibus o dia inteiro, o transito não e intenso, mas mesmo assim sempre tem um carro ou outro. Mas isso tudo e compensado pelas ruas vizinhas, que possuem desde o comercio, como mercado, padaria ate restaurantes, igreja, posto de saúde, uma praça de lazer. Eventos que costumam juntar mais as pessoas ocorrem de forma esporádica em um bar conhecido da região. E um ponto muito importante dessa rua é a estação de metro (Cidade Industrial).
Além disso e sempre importante pontuar as condições da rua. Muito arborizada, iluminada, toda asfaltada, mas carece de sinalização para deficientes.
A cidade: Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Na minha visão a cidade e uma coisa impressionante, cada bairro, cada local, cada avenida, tudo tem seu lugar e seu objetivo.
A flexibilidade das construções pode ser vista em locais como a Praça da Liberdade, com prédios palaciais, que atualmente são usados como museus, flexibilizando a forma para se adequar a diferentes momentos da cidade. Isso pode ser visto em vários outros locais como a praça da estação.
O Mercado Central, um dos pontos mais conhecidos de BH, mostra como as pessoas podem se apropriar de um espaço e como o espaço pode integrar varias coisas. Servindo desde comercio, a ponto de encontro e simplesmente passagem.
Como as ruas podem ser um local de concentração da população em passeatas, carnaval e outros eventos.
Mesmo assim, a cidade tem seus pontos negativos, a segregação, os locais que não são bem vistos pela população, locais onde a vida e precária. A cidade é muito ampla, analisar um espaço tão grande requereria pesquisas de dias, tanto dentro quanto fora de casa, então esses pequenos parágrafos são só um pequeno resumo de tudo de bom e ruim que ela possui.
Finalização: O livro de Hertzberger levanta muitos pontos interessantes para se observar nas casas, ruas, cidades. E muito legal fazer essas pequenas observações usando a própria perspectiva e o que foi absorvido da leitura. Além disso e extremamente curioso notar coisas que antes passavam batido e é um trabalho que server muito para inspiração e referencias no âmbito da arquitetura e ate mesmo no comportamento humano. Bom Soninho






Demonstra ter lido o livro e ter conhecimento sobre os temas, porém a análise ficou em um nível muito superficial, não se aprofundando em nenhum conceito ou apresentando citações, se preocupando mais em descrever os espaços do que aplicar e perceber a presença ou ausência dos conteúdos de Hertzberger. Há alguns termos mais claros e exemplos no texto, mas que poderiam ser mais explorados com relação ao apartamento em si também conectando-os de forma mais explicita. Por fim, é valido ressaltar que faltou dar mais atenção à escrita e à estrutura do texto.
ResponderExcluirAss.: Aline, Mariana e Paulo César.